Geossítios

EXplore a bacia pernambuco

CONHECENDO A BACIA

As rochas representadas nos modelos 3D deste site estão inseridas na Bacia Pernambuco, localizada na borda oriental da Província Borborema, um antigo escudo pré-cambriano moldado por colisões continentais que formaram o supercontinente Gondwana. A configuração dessa bacia foi fortemente herdada das antigas falhas e zonas de cisalhamento desse embasamento.

A história da bacia começa no período Cretáceo (há cerca de 100 milhões de anos), com a fragmentação do Gondwana e a consequente abertura do Oceano Atlântico Sul. Esse processo de estiramento da crosta (fase rifte) gerou espaço para a deposição de sedimentos continentais (Formações Cabo e Suape) e abriu caminho para um intenso magmatismo, representado pelas rochas da Suíte Magmática Ipojuca – SMI.

À medida que os continentes se afastavam, a região sofreu uma incursão marinha (fase pós-rifte), registrando a transição de ambientes fluviais para mares rasos, onde se depositaram os carbonatos da Formação Estiva. Hoje, os afloramentos da SMI, no litoral sul, são registros estratégicos desse magmatismo que moldou a costa pernambucana, constituindo um patrimônio fundamental para estudos de geoconservação.

Aqui você poderá explorar alguns modelos tridimensionais dos geossítios vulcânicos da SMI, aproveite a viagem virtual!

LOCALIZAÇÃO DOS AFLORAMENTOS

Ponte dos carvalhos

O modelo 3D apresenta a reconstrução digital do Geossítio Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho (PE). O mapeamento foi gerado por 769 imagens aéreas e cobre uma área de 720 x 480 metros. A feição se destaca na paisagem por uma imponente parede vertical de 36 metros de altura, sendo uma das maiores exposições de rochas vulcânicas da Suíte Magmática Ipojuca.

Na navegação virtual, observa-se um corpo rochoso maciço, fraturado e com tons de cinza e laranja-esverdeado. Destacam-se duas feições principais: o bandamento vulcânico, composto por linhas macroscópicas que registram o antigo fluxo e resfriamento do magma; e uma zona de falha esverdeada, que indica o plano de fraturamento onde fluidos hidrotermais alteraram a rocha original.

Do ponto de vista científico, essas rochas de origem traquítica se formaram há 100 milhões de anos (período Cretáceo), durante a separação entre a América do Sul e a África. Apesar do alto valor didático para o ensino de geociências, o geossítio sofre com o intemperismo e com a pressão urbana, tornando este modelo digital essencial para a sua geoconservação.

morro baobá

O modelo 3D apresenta a reconstrução digital do Geossítio Morro Baobá, localizado próximo ao Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca (PE). O mapeamento foi gerado a partir de 831 imagens aéreas e cobre uma área de 240 x 260 metros. A feição se destaca na paisagem por uma elevação de 36 metros em relação ao seu entorno, constituindo um dos melhores exemplares de intercalações vulcano-sedimentares da Suíte Magmática Ipojuca na região.

Na navegação virtual, observa-se a transição dessas camadas, com rochas vulcânicas de origem riolítica na base, rochas sedimentares no meio, representadas por siltitos laminados e conglomerados, e mais uma porção de rochas riolíticas no topo do afloramento. Destacam-se no modelo a clareza desses contatos geológicos e a presença de juntas colunares bem definidas no topo, estruturas geométricas que revelam como o magma resfriou na superfície.

Do ponto de vista científico, essa sequência de riolitos demonstra raridade regional e alto valor petrológico. Apesar de sua importância didática e turística, o sítio possui fragilidade natural ao intemperismo e vulnerabilidade territorial, tornando este modelo digital uma ferramenta indispensável para a sua geoconservação.

neck de ipojuca

O modelo 3D apresenta a reconstrução digital do Geossítio Riolito Ipojuca, localizado no município de Ipojuca (PE). O mapeamento cobre uma área de 510 x 510 metros, detalhando um morro com cerca de 20 metros de altura máxima. Este local também está formalmente cadastrado no GEOSSIT e representa um importante monumento geológico que integra a proposta do Geoparque Litoral Sul de Pernambuco.

Na navegação virtual, observa-se a morfologia de um antigo neck vulcânico composto por riolitos de textura porfirítica, contendo cristais visíveis de quartzo e sanidina. Duas feições estruturais se destacam no modelo: as disjunções colunares hexagonais, que aparecem horizontais devido à contração do magma durante o seu resfriamento; e a ocorrência de estruturas de fluxo magmático multidirecional.

O riolito possui idade de 101 milhões de anos (período Cretáceo), servindo como uma feição clássica e altamente didática para estudos relacionads a vulcanologia. Pelo seu excepcional valor educativo, o geossítio é amplamente utilizado em excursões de geociências, tornando esta réplica digital uma ferramenta indispensável para o estudo remoto e para as ações de geoconservação da região.

praia de xaréu

O modelo 3D apresenta a reconstrução digital do Geossítio Traquito Itapuama-Xaréu, localizado no litoral do Cabo de Santo Agostinho (PE). O mapeamento foi gerado a partir de 1.389 imagens aéreas e cobre um extenso voo de 910 x 125 metros ao longo da orla. Este local já se encontra formalmente cadastrado no GEOSSIT (Sistema de Cadastro e Quantificação de Geossítios e Sítios da Geodiversidade) do Serviço Geológico do Brasil (SGB), integrando também a proposta do Geoparque Litoral Sul de Pernambuco.

Na navegação virtual, observa-se um expressivo derrame de rochas vulcânicas escuras da Suíte Magmática Ipojuca que se espalham entre as praias de Itapuama e Pedra do Xaréu. Destaca-se no modelo o intenso padrão de fraturamento que corta o corpo rochoso, orientando-se preferencialmente nas direções Leste-Oeste e Norte-Sul, além da exposição de traquitos de textura porfirítica, caracterizados por cristais milimétricos visíveis imersos em uma matriz fina.

Por sua relevância científica e beleza cênica, o geossítio possui alto valor didático para excursões de geociências e forte potencial para o geoturismo.